AVOA *8
A autorização que será necessária para visitar a Europa em 2026; um réquiem para Gaza, a arte no fundo do mar e mergulhos no rio Sena.
A foto_


Nas fronteiras_
Se você está planejando ir à Europa a partir de outubro de 2026 e não tem cidadania europeia, terá que pedir a ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem), autorização de entrada de turistas em viagens para os países da União Europeia. O novo sistema vale para cidadãos de países que não fazem parte do bloco, como os brasileiros, e que não precisam de visto para entrar no Espaço Schengen.
Segundo o site oficial da União Europeia, a autorização será exigida a partir do último trimestre de 2026 e seu objetivo é aperfeiçoar o controle nas fronteiras sem alterar as políticas de livre movimentação. A página informa que a data específica para o início do ETIAS será divulgada com antecedência.
O que se sabe:
_Solicitação: O processo será online e exigirá um passaporte válido, preenchimento de formulário e pagamento de uma taxa (o custo inicial estimado é de €7 para maiores de 18 anos e gratuito para menores de idade e idosos acima de 70 anos.)
_Passaporte: O processo de solicitação da autorização de viagem exige que o passaporte usado na solicitação esteja válido no momento do pedido e por três meses depois da data planejada para o fim da viagem.
_Obrigatoriedade: A ETIAS será exigida por todos os países participantes do Tratado de Schengen, além do Chipre, Romênia e Bulgária.
_Finalidades: Aplica-se a viagens de turismo, negócios ou trânsito, com estadias de até 90 dias dentro de um período de 180 dias.
_Processamento: Não deixe para última hora. A previsão é de que as autorizações sairão em até 72 horas, mas o processo pode demorar.
_Validade: A autorização será válida por três anos ou até o vencimento do passaporte que será apresentado na solicitação.
_Apresentação: A ETIAS será verificada antes do embarque e será vinculada ao passaporte usado para a solicitação. Sem ela não será possível embarcar.
_Chegada: Ao chegar à Europa, a ETIAS será novamente verificada no ponto de passagem de fronteira. A autorização de entrada dependerá também de outras condições.
_Atenção: A posse da ETIAS não garante a entrada automática e não substitui o passaporte.

Pôr do sol em uma praia de Gaza, antes da destruição causada por israel (Foto de Alaa Mahdi Kudaih, para Pexels) Na Faixa de Gaza_
Em 2019 o jornalista Daniel Estrin, correspondente internacional da NPR (National Public Radio) em Jerusalém, com a ajuda de um jornalista palestino e do, talvez, último guia turístico do lugar, percorreram a cidade de Gaza, onde os turistas foram proibidos de visitar por israel e escreveu a matéria Veja o que os turistas poderiam ver se tivessem permissão para visitar Gaza.
No ano passado Estrin publicou Um réquiem para os locais icônicos de Gaza, destruídos na guerra com as imagens dos mesmos lugares que havia visitado, agora destroçados pelo exército israelense. A destruição do patrimônio cultural de Gaza está entre os crimes citados pela África do Sul em seu processo de genocídio contra Israel. Mais de 54 mil palestinos já foram mortos desde a ofensiva de israel em resposta aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, segundo autoridades de saúde de Gaza. Entre eles, milhares de crianças, muitas delas vítimas do bloqueio imposto por israel à entrada de ajuda humanitária e alimentos.
No fundo do mar_
Desde 2006 o artista plástico britânico Jason de Caires Taylor já instalou mais de 1.200 esculturas no fundo dos oceanos e mares do mundo. Feitas com materiais ecologicamente corretos e de PH neutro, que não agridem o ambiente onde estão colocadas, e tendo moradores locais como modelos, aos poucos suas obras se transformam em habitat para as espécies marinhas enquanto passam pela ação natural da água, das plantas e dos animais.
Jason é um dos pioneiros no uso do fundo do mar como espaço de arte e seu trabalho é um alerta para a crise ambiental, o aquecimento global, a poluição dos oceanos, a pesca predatória e a invasão e destruição dos habitats selvagens pelos humanos. Em 2006 tornou-se conhecido mundialmente ao criar o Parque das Esculturas Subaquáticas da Baía de Moilinere, na costa de Granada, no mar do Caribe, considerada uma das 25 maiores maravilhas do mundo pela revista National Geographic. O parque levou o governo da ilha a declarar o local como Área Marinha Protegida Nacional.
No banho de rio_
Quem vai a Paris neste verão europeu poderá incluir uma atividade diferente no roteiro: um mergulho no Rio Sena! Depois de mais de um século de proibições, entre os dias 5 de julho e 31 de agosto serão abertas três áreas de natação supervisionada no rio, no coração de Paris: no Quai de Bercy (12º arrondissement), no Bras de Grenelle (15º arrondissement) e no Bras Marie, em frente à Ile Saint-Louis.
Os locais serão fechados quando não houver segurança para os banhistas, como correntes fortes, qualidade imprópria da água, chuvas excessivas etc. Os frequentadores poderão checar o estado da água no site da cidade e um sistema de bandeiras - verde, amarela e vermelha - sinalizará para indicar se o banho está permitido.
Os locais serão gratuitos e terão infraestrutura para os banhistas. Cada ponto terá capacidade para 150 a 200 pessoas, mas só no Bras de Grenelle haverá piscina para crianças. Durante os Jogos Olímpicos de 2024, depois de idas e vindas, houve eventos de natação e triatlo no Sena. “Reabilitar o Sena para uso recreativo é, antes de tudo, uma resposta à necessidade de adaptação às mudanças climáticas", disse a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.
Bora_
A jornalista Carolina Sagesser, da Folha de S. Paulo, fez uma matéria muito boa sobre Ruanda, na África, onde um conflito entre as etnias tutsi e hutus resultou no massacre de 800 mil pessoas em 1994. Trinta anos depois o país é considerado um dos mais seguros do continente e sua economia é uma das que mais crescem na região. O massacre foi tema do filme “Hotel Ruanda”.
O jornal britânico The Guardian publica artigo sobre a trilha de pouco mais de 88 quilômetros pelo único parque nacional de Portugal, o Peneda-Gerês, no norte do país. Longe dos roteiros turísticos, o parque volta a abrigar grupos de lobos, que haviam desaparecido, e possui trilhas abertas pelos romanos, por volta de 200 a.C.
O perfil The Summer Hunter, no Instagram, sugere uma visita a Cambará do Sul, a 230 km de Porto Alegre. O município é entrada dos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. O perfil garante boas aventuras, rolês, natureza abundante e informa que a melhor época de visita começou em maio. Para entrar nos parques, compre os ingressos no link do perfil oficial @canionsverdes.
Fui e gostei_

Além do Castelo e da Universidade, Heidelberg tem muitos prédios históricos, praças e parques. Fora bater perna para conhecer a cidade, um dos passeios mais legais é ir ao castelo com o trenzinho que sobe a montanha e lá de cima admirar a paisagem da cidade e ao seu redor. (Foto de María López Jorge na Unsplash) Conheci Heidelberg quando minha irmã estudou lá. A cidade parece um daqueles cartões postais clássicos de centros históricos alemães, com castelo, jardins e casas típicas. Mas ela é mais do que isso. Planejada e construída juntamente com o castelo de Heidelberg no século XIII, lá está a universidade mais antiga da Alemanha, fundada em 1386. Circular por Heidelberg é respirar literatura, porque ela é cheia de editoras, livrarias, bibliotecas e festivais literários. Em 2014, inclusive, a Unesco a definiu como Cidade da Literatura da organização. Pequena e fácil de explorar, com cerca de 160 mil habitantes, Heidelberg fica na região de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha, às margens do rio Neckar. Foi, veja você, uma das poucas cidades alemãs poupadas da destruição da Segunda Guerra Mundial. O site oficial da cidade informa que Heidelberg recebe cerca de 11,9 milhões de visitantes por ano e é uma cidade aberta aos imigrantes.
Quero ir_

Sei que já dei pinta de que sou apaixonada pela Itália. Não só por minha família paterna ser de lá, mas porque acho o país muito bonito, cheio de História, paisagens incríveis, gente boa - pelo menos nunca tive problemas - e praias bacanas. Bom, sendo assim, eu não me conformo de ter ido à Puglia e não ter visitado Ostuni. (Foto de Luca Dimola para Unsplash) Lógico que Ostuni, chamada “Cidade Branca”, deve ficar lotada na alta temporada, mas acredito que isso não tire seu charme. Afinal de contas, todo mundo tem direito a turistar, desde que respeite os lugares. E por que Ostuni? Além de ser considerada uma das cidades mais bonitas da Puglia, para quem gosta de História, como eu, ela é uma ótima opção porque os vestígios de suas origens estão todos os cantos. Há sinais de que sua região era habitada no período paleolítico; ela foi fundada pelos messápios, povo pré-romano da região da Puglia, e destruída por Aníbal durante a Segunda Guerra Púnica, entre 218 e 201 a.C.. Os gregos a reconstruíram e a chamaram de Astu Néon, que significa “Cidade Nova” — uma das origens prováveis de seu nome. A cidade começou a ser pintada de branco na Idade Média para que suas ruas estreitas e casas fossem iluminadas pelo reflexo da luz natural, mas esta prática acabou por salvá-la da peste que devastou a região no século XVII: a caiação atuou como um desinfetante natural que preservou Ostuni. No parque arqueológico da cidade, onde novas descobertas continuam a ser feitas, foi encontrado, em 1991, o esqueleto de uma mulher grávida que viveu há cerca de 28 mil anos. Fora isso, Ostuni fica a 7,5 quilômetros do Mar Adriático e possui belas praias. Há ou não bons motivos para conhecê-la?
Aos poucos vou ajustando a AVOA para dividir com você notícias úteis e informações interessantes sobre viagens e cultura. Prefiro não ultrapassar uma página para agilizar a leitura e me estendo em assuntos que, na minha opinião, precisam de mais detalhes.
Espero que esteja gostando.
Até a próxima!





Em Gili, uma coisa lha ao lado de Bali, também tem umas esculturas no fundo do mar. Mas acho que não são desse artista não. Será?
Ele tem obras na Indonésia. No site que coloquei no post há os lugares e as obras. Fiquei encantada! São muito bonitas. Fora que se transformam em recifes. Maravilhoso! Já li sobre outros artistas que fazem o mesmo. Ele foi um dos pioneiros.