A rota aérea mais turbulenta, os museus específicos, o turismo que cai em alguns lugares e cresce no mundo, e os caras que foram da França à China a pé.
Pompéia é tão fascinante –o Vesúvio sempre, ali, bem perto– que reservar 1 dia inteiro para visitá-la sem correria e depois dar uma passada por Herculano, liqüida com Herculano. Interessante foi ver que a única atração onde se formara uma fila foi na casa em que ainda se encontram alguns dos famosos afrescos eróticos –outros, como tantos tesouros de Pompéia, foram removidos e levados para o sensacional / imperdível MANN (Museu Arqueológico Nacional de Nápolis <https://www.museoarcheologiconapoli.it/>). E no MANN vai mais outro dia inteiro…
Me parece quase inacreditável ler uma matéria sobre a diminuição de turistas argentinos em Florianópolis e não citar entre as causas o olho IMENSO dos proprietários de imóveis e dos comerciantes com quiosques nas praias. Vivo na Cachoeira do Bom Jesus há 13 anos. No prédio em que moro, bastou o proprietário baixar o aluguel do apartamento que ficou vago no Natal e no Ano Novo para alugá-lo já no início da 2ª semana de janeiro. E que tal um pastel duvidoso a R$35,00, mesmo preço de um côco verde na praia? Tenho amigos que estão veraneando mais barato em Paraty do que em Canasvieiras.
Os preços altos estão citados em todas as pesquisas e você tem razão: são absurdos. A eles eu acrescentaria a falta de saneamento básico e infraestrutura da ilha para receber milhões de turistas a cada temporada, as iniciativas preconceituosas e retrógradas dos péssimos governos estadual e municipal de extrema direita (como mandar de volta às cidades de origem os viajantes de baixa renda que chegam à rodoviária, por exemplo), o transporte público ruim e caríssimo (7,70), a mobilidade péssima. E otras cositas más. Eles têm toda razão de escolher outros destinos.
Falha minha, tens toda razão, Annamaria. Florianópolis costumava ser lembrada pela / associada à simpatia dos manezinhos. As mais recentes gestões estaduais e municipais, especialmente agora, do miserável duo Jorginho-Topázio, conseguiram a façanha de associar a imagem de Florianópolis e muito de Santa Catarina aos seus mais odiosos eleitores, que são mais representativos dos associados aos clubes de tiro do que tradicional conservadorismo catarinense, herdeiro daquele apoio à monarquia que resultou no massacre de Anhatomirim. Em julho de 1894, quando foram executadas ao menos 185 “revoltosos” (entre eles, alguns estrangeiros) que se haviam rendido, julgados por tribunais militares e levados prisioneiros para a tão visitada fortaleza da Ilha de Anhatomirim. Uma das vergonhosas conseqüências do massacre foi a troca do nome da capital catarinense, de Desterro para … Florianópolis, em homenagem ao então presidente do Brasil, o marechal Floriano Peixoto.
Recentemente assisti no Brasil um filme sobre a cena catarinense que retrata um pouco a simpatia dos manezinhos. Chama-se Livros Restantes, com a Denise Fraga.
Há muita gente boa em Florianópolis. E a ilha (ainda) é linda. Gosto muito daqui.
Quero ver esse filme. Vi a entrevista da Denise Fraga sobre ele. Foi feito no Canto da Lagoa, um lugar encantador, a que só se chega de barco ou pela trilha. Uma delicinha, num dos cantos da Lagoa da Conceição.
Mas o que o Nilson conta acima é a mais pura verdade. O lado bom é que as atitudes absurdas das elites política e econômica catarinenses estão ganhando repercussão nacional e causando indignação. E isso pode ajudar o estado e a capital a reverter esse processo.
Sou louco pra ir a Cuba. Mas sempre parece ser a hora errada. Decido esperar um pouco pra ver se melhora, e só piora. Sei lá talvez seja o caso de ir de uma vez antes que acabe
Cuba está atravessando um período ainda mais difícil e sabemos os motivos (que eu acho um absurdo), mas acredito que a essência do país está lá e é linda. Se for, não fique só em Havana - que é um lugar muito especial. Vá a outras cidades. Cada uma tem um jeito de ser. Recomendo Cuba demais.
Ah, não me conformo de ninguém ter me falado da Fusterlândia quando fui a Cuba! Fiquei muito impressionada com a qualidade artística do que vi no país, e esse deve ser um lugar maravilhoso.
(Dá uma olhada no link da última nota, “6 formas de visitar o museu mais famoso de São Paulo”, tentei abrir e não consegui.)
“Nas curiosidades_”
Pompéia é tão fascinante –o Vesúvio sempre, ali, bem perto– que reservar 1 dia inteiro para visitá-la sem correria e depois dar uma passada por Herculano, liqüida com Herculano. Interessante foi ver que a única atração onde se formara uma fila foi na casa em que ainda se encontram alguns dos famosos afrescos eróticos –outros, como tantos tesouros de Pompéia, foram removidos e levados para o sensacional / imperdível MANN (Museu Arqueológico Nacional de Nápolis <https://www.museoarcheologiconapoli.it/>). E no MANN vai mais outro dia inteiro…
“Na queda_”
Me parece quase inacreditável ler uma matéria sobre a diminuição de turistas argentinos em Florianópolis e não citar entre as causas o olho IMENSO dos proprietários de imóveis e dos comerciantes com quiosques nas praias. Vivo na Cachoeira do Bom Jesus há 13 anos. No prédio em que moro, bastou o proprietário baixar o aluguel do apartamento que ficou vago no Natal e no Ano Novo para alugá-lo já no início da 2ª semana de janeiro. E que tal um pastel duvidoso a R$35,00, mesmo preço de um côco verde na praia? Tenho amigos que estão veraneando mais barato em Paraty do que em Canasvieiras.
Os preços altos estão citados em todas as pesquisas e você tem razão: são absurdos. A eles eu acrescentaria a falta de saneamento básico e infraestrutura da ilha para receber milhões de turistas a cada temporada, as iniciativas preconceituosas e retrógradas dos péssimos governos estadual e municipal de extrema direita (como mandar de volta às cidades de origem os viajantes de baixa renda que chegam à rodoviária, por exemplo), o transporte público ruim e caríssimo (7,70), a mobilidade péssima. E otras cositas más. Eles têm toda razão de escolher outros destinos.
Falha minha, tens toda razão, Annamaria. Florianópolis costumava ser lembrada pela / associada à simpatia dos manezinhos. As mais recentes gestões estaduais e municipais, especialmente agora, do miserável duo Jorginho-Topázio, conseguiram a façanha de associar a imagem de Florianópolis e muito de Santa Catarina aos seus mais odiosos eleitores, que são mais representativos dos associados aos clubes de tiro do que tradicional conservadorismo catarinense, herdeiro daquele apoio à monarquia que resultou no massacre de Anhatomirim. Em julho de 1894, quando foram executadas ao menos 185 “revoltosos” (entre eles, alguns estrangeiros) que se haviam rendido, julgados por tribunais militares e levados prisioneiros para a tão visitada fortaleza da Ilha de Anhatomirim. Uma das vergonhosas conseqüências do massacre foi a troca do nome da capital catarinense, de Desterro para … Florianópolis, em homenagem ao então presidente do Brasil, o marechal Floriano Peixoto.
Recentemente assisti no Brasil um filme sobre a cena catarinense que retrata um pouco a simpatia dos manezinhos. Chama-se Livros Restantes, com a Denise Fraga.
Nem sabia da existência do filme, Ferdinando. Vou procurar, gracias!
nascida e criada em Nossa Senhora do Desterro (Florianópolis) :) vou procurar esse filme!
Quero muito ver.
Há muita gente boa em Florianópolis. E a ilha (ainda) é linda. Gosto muito daqui.
Quero ver esse filme. Vi a entrevista da Denise Fraga sobre ele. Foi feito no Canto da Lagoa, um lugar encantador, a que só se chega de barco ou pela trilha. Uma delicinha, num dos cantos da Lagoa da Conceição.
Mas o que o Nilson conta acima é a mais pura verdade. O lado bom é que as atitudes absurdas das elites política e econômica catarinenses estão ganhando repercussão nacional e causando indignação. E isso pode ajudar o estado e a capital a reverter esse processo.
Tudo verdade, menos o início: nenhuma falha sua.
Sou louco pra ir a Cuba. Mas sempre parece ser a hora errada. Decido esperar um pouco pra ver se melhora, e só piora. Sei lá talvez seja o caso de ir de uma vez antes que acabe
Cuba está atravessando um período ainda mais difícil e sabemos os motivos (que eu acho um absurdo), mas acredito que a essência do país está lá e é linda. Se for, não fique só em Havana - que é um lugar muito especial. Vá a outras cidades. Cada uma tem um jeito de ser. Recomendo Cuba demais.
Tá no topo da minha lista
Ah, não me conformo de ninguém ter me falado da Fusterlândia quando fui a Cuba! Fiquei muito impressionada com a qualidade artística do que vi no país, e esse deve ser um lugar maravilhoso.
(Dá uma olhada no link da última nota, “6 formas de visitar o museu mais famoso de São Paulo”, tentei abrir e não consegui.)
Ninguém fala da Fusterlândia e é um lugar muito interessante e pitoresco. Vou ver o que houve com a nota. Obrigada.
Eu conseguia entrar, mas vinha pelo Google. Estranho. Refiz o link.